Com a classificação da Espanha sobre a Bélgica, após um jogo equilibrado, a Copa do Mundo chega ao último dia das quartas de final. A França, principal força entre as seleções que continuam na disputa, já havia eliminado o Marrocos e garantido sua vaga. Neste sábado, Noruega x Inglaterra e Argentina x Suíça completam o quadro das semifinais.
A Europa já tem dois semifinalistas assegurados e terá um terceiro, porque noruegueses e ingleses se enfrentam. Resta saber se a Argentina conseguirá impedir um domínio absoluto do continente. Caso supere a Suíça, a América do Sul terá um único representante. Se for eliminada, as quatro semifinalistas serão europeias.
Esse cenário não é fruto do acaso. A Europa concentra os campeonatos mais fortes, maior capacidade de investimento e praticamente todos os principais jogadores do planeta. Mesmo os grandes talentos revelados em outros continentes acabam sendo formados nesse ambiente.
A Argentina ainda tem qualidade para desafiar esse domínio, mas não encontrará facilidade diante da Suíça, que já eliminou a Colômbia e mostrou organização.
Olhando para as seleções sul-americanas que ficaram pelo caminho, talvez a Colômbia tenha merecido sorte melhor. O Brasil, não. Quase uma semana depois da eliminação, já é possível analisar o episódio: a seleção brasileira saiu de forma coerente com o futebol que apresentou. Entre as grandes candidatas ao título, foi a que menos justificou sua fama.
As semifinais confirmarão uma realidade: o centro do futebol mundial mudou de endereço. A França simboliza essa nova ordem. É forte, competitiva, chega sempre entre as favoritas. A França é hoje o que o Brasil já foi no passado.
Domínio europeu no futebol mundial
A concentração de talentos na Europa não é recente. As principais ligas do mundo, como a inglesa, espanhola e alemã, atraem jogadores de todos os continentes. Isso fortalece as seleções europeias, que contam com atletas experientes em competições de alto nível.
Para a América do Sul, resta a esperança na Argentina. A seleção argentina tem história e jogadores capazes de decidir partidas. Mesmo assim, o caminho até o título passa por adversários que dominam o cenário atual.
