21/07/2026
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PIB brasileiro avança 0,7% em maio, aponta FGV

PIB brasileiro avança 0,7% em maio, aponta FGV

O Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), apontou alta de 0,7% na atividade econômica brasileira em maio ante abril. Na comparação com maio de 2025, o crescimento foi de 1,2%. O resultado foi puxado pelo desempenho positivo da agropecuária e do setor de serviços, combinado com a estabilidade da indústria. A taxa acumulada em 12 meses até maio ficou em 1,7%.

Juliana Trece, coordenadora do Núcleo de Contas Nacionais do Ibre/FGV, afirmou que o consumo das famílias foi o principal motor do crescimento. Ela destacou, no entanto, que há fragilidades na composição do resultado. O crescimento da agropecuária ocorreu após uma sequência de retrações, a indústria mostrou perda de fôlego e apenas os serviços tiveram desempenho um pouco melhor que a média do início do ano.

Pela ótica da demanda, o crescimento se concentrou no consumo das famílias, enquanto exportações e investimentos recuaram. Isso reforça a dependência desse componente e sinaliza um início de arrefecimento da atividade econômica, segundo a pesquisa.

O Monitor do PIB antecipa a tendência do principal índice da economia usando as mesmas fontes de dados e metodologia do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial das Contas Nacionais.

No trimestre móvel encerrado em maio, o PIB cresceu 1,9% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O consumo das famílias subiu 3,3%, impulsionado principalmente por serviços e bens duráveis, que contribuíram com mais de 60% do resultado positivo geral.

A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos, subiu 2,0% no trimestre encerrado em maio ante o mesmo período de 2025. A pesquisa aponta um fortalecimento consistente desse indicador nos últimos anos.

As exportações tiveram alta de 4,3%, com cerca de 70% do desempenho vindo de serviços, bens de capital e bens de consumo. Já as importações aumentaram 8,9% no trimestre encerrado em maio de 2026 ante o mesmo período de 2025, puxadas por serviços e bens de consumo. No caso dos serviços, o destaque foi telecomunicação, computação e informações. Entre os bens de consumo, a importação de automóveis foi o principal item.

Em termos monetários, o PIB alcançou R$ 5,466 trilhões no acumulado até maio de 2026, em valores correntes. A taxa de investimento da economia ficou em 18,6% no mês de maio.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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