20/05/2026
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Bessent cobra Europa por sanções mais duras contra o Irã

Bessent cobra Europa por sanções mais duras contra o Irã

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, pediu nesta terça-feira (19) que aliados europeus intensifiquem ações contra os financiadores do Irã. A declaração foi feita durante discurso na conferência “No Money for Terror”, em Paris. Bessent, que integra o governo de Donald Trump, afirmou que os parceiros dos EUA precisam agir contra redes financeiras ligadas a Teerã.

Segundo Bessent, os aliados europeus devem acompanhar os EUA na adoção de medidas como sanções a financiadores iranianos, fechamento de empresas de fachada e desmonte de estruturas bancárias ligadas ao regime. “Será necessário que nossos parceiros europeus se juntem aos Estados Unidos para agir contra o Irã, designando seus financiadores, expondo suas empresas de fachada e fechando suas agências bancárias”, disse.

O secretário afirmou que o governo Trump retomou a campanha de “pressão máxima” contra Teerã. Segundo ele, o país sofreu um “estrangulamento financeiro” promovido por Washington. Bessent declarou que o Tesouro americano interrompeu dezenas de bilhões de dólares em receitas projetadas de petróleo do Irã. Também foram bloqueados fluxos financeiros ilícitos e redes bancárias paralelas.

Bessent defendeu o uso de sanções como instrumento de política externa e segurança nacional. “Sanções não são atos de agressão, mas instrumentos de paz”, afirmou. Segundo ele, as medidas têm como objetivo alterar comportamentos e não impor isolamento permanente a países ou populações. O secretário acrescentou que o Tesouro dos EUA está modernizando sua arquitetura de sanções para torná-las mais direcionadas, com “prazos definidos para gerar efeitos específicos”.

Ao cobrar maior engajamento internacional, Bessent afirmou que países do Oriente Médio e da Ásia também precisam combater redes bancárias paralelas iranianas. Ele citou grupos como Hezbollah e o cartel mexicano de Sinaloa entre as ameaças que exigem coordenação global.

O discurso de Bessent ocorre em um momento de tensão nas relações entre EUA e Irã. Desde que retornou à presidência, Donald Trump adotou uma postura mais dura contra o regime iraniano, incluindo a retirada de acordos diplomáticos anteriores. A pressão financeira é vista como uma das principais ferramentas para conter o programa nuclear e a influência regional do Irã. A Europa, por sua vez, tem sido cautelosa em adotar sanções mais severas, priorizando o diálogo diplomático.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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