06/08/2026
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Convenções terminam e negociação passa às executivas

Convenções terminam e negociação passa às executivas

A última convenção partidária deste ciclo eleitoral, a da federação PT-PV-PCdoB, começou com um anticlímax. O petista Leandro Grass avisou que defenderia uma aliança, mas que “nela oficializaremos minha candidatura ao governo”.

Na prática, isso indicou que não haveria uma revisão na chapa para viabilizar uma frente de esquerdas com PSB, PDT, PSOL e outros partidos, mesmo com a insistência de Grass em uma frente ampla.

O cenário político, porém, ainda não está totalmente definido. A maioria dos partidos, incluindo os de esquerda, transferiu para suas executivas o poder de completar as chapas e até de trocar nomes. Existe prazo legal para isso, e chapas completas são mais exceção do que regra.

Entre as principais candidaturas, as de José Roberto Arruda, Paula Belmonte e Ricardo Cappelli ainda não definiram os vices nem os dois nomes para o Senado. Essas definições precisarão ser feitas dentro do prazo previsto na legislação eleitoral.

Com o fim das convenções, uma mudança estrutural que unisse PT e PSB só aconteceria com uma interferência do Planalto. Esse é um entendimento comum entre integrantes das seções brasilienses dos dois partidos.

Esse tipo de ação direta do Planalto já ocorreu em eleições passadas. Lula decidiu pela entrega da cabeça de chapa brasiliense ao PV em uma ocasião. Neste ano, o PT retirou seus candidatos a governador no Rio Grande do Sul e em Pernambuco.

No Distrito Federal, porém, essa interferência é considerada improvável. A repercussão nacional seria pequena e o impacto na votação presidencial, quase nulo. Nem os principais partidos de esquerda acreditam nessa possibilidade neste momento.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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