27/07/2026
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Durigan: reduzir gasto e endurecer arcabouço fiscal

Durigan: reduzir gasto e endurecer arcabouço fiscal

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27) que os próximos passos da agenda econômica do país envolvem a redução dos gastos obrigatórios, o endurecimento do arcabouço fiscal e a modernização do Estado. Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, ele disse que, com a queda da taxa básica de juros, haverá “um boom” de investimentos no Brasil.

Segundo Durigan, é preciso diminuir o gasto obrigatório e manter a regra do arcabouço fiscal, ou até mesmo endurecê-la, para dar credibilidade. Ele também defendeu a modernização do Estado, com o fim da declaração do Imposto de Renda e a unificação das notas fiscais na reforma tributária. “O Estado tem que ser solução, tem que ser útil para as pessoas”, declarou.

O ministro avaliou que o governo precisa transformar regras internas para controlar as contas públicas. Caso contrário, disse, o presidente “apertará o botão” para aumentar as despesas não discricionárias. Ele também comentou sobre o presidente da Argentina, Javier Milei, classificando-o como “palhaço” após declarações do argentino com ataques ao governo brasileiro.

Durigan ponderou que os indicadores econômicos do Brasil são positivos, como a taxa de desemprego em mínimas históricas, mas que desafios como juros elevados e endividamento ainda não foram resolvidos. Ele afirmou que, com o custo do crédito alto, a economia tende a desacelerar, mas não há projeção de recessão. “Falar em recessão é um exagero. Me parece que eleições são usadas para forçar a barra”, disse.

Na área fiscal, Durigan afirmou que há um desafio de trajetória nas contas públicas, mas que não se trata de uma crise iminente. Ele garantiu que a situação fiscal para o próximo governo será melhor do que a encontrada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, o Congresso tinha uma lista de pautas-bomba para votar neste ano, mas elas foram travadas graças ao seu trabalho na Fazenda.

Ele disse ainda que a taxa de juros alta é um problema que se resolve com ajuste fiscal e eficiência. Durigan repetiu que o Orçamento de 2027 será enviado sem surpresas e que os gastos públicos, incluindo os da Secretaria de Comunicação Social (Secom), seguem os limites fiscais e estão sujeitos a bloqueios orçamentários.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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