01/08/2026
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Endrick no Real Madrid: risco de talento desperdiçado

Endrick no Real Madrid: risco de talento desperdiçado

A situação de Endrick no Real Madrid deixou de ser apenas uma disputa por posição e agora levanta dúvidas sobre a forma como o clube trata jogadores jovens. Pela segunda vez, o atacante brasileiro aparece como um atleta sem prestígio antes mesmo de ter recebido uma sequência de oportunidades.

Na primeira passagem, com Xabi Alonso, ele praticamente não jogou. Foi emprestado ao Lyon, onde marcou oito gols e deu nove assistências em 21 partidas. Voltou valorizado e ganhou espaço na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo.

O esperado era que recebesse confiança ao retornar a Madri. Mas o cenário mudou rápido. José Mourinho pediu a contratação de Carlos Espí, um centroavante de força física, com características parecidas com as de Adebayor. O recado é claro: Endrick não é o atacante que o treinador deseja.

Há um ponto que costuma passar despercebido. O atacante vive de confiança. Quando o treinador demonstra que acredita nele, o jogador tenta o drible, arrisca o chute e assume responsabilidades. Quando percebe que está sendo tolerado e que um erro pode custar meses no banco, seu futebol perde a espontaneidade.

É isso que parece ocorrer com Endrick. Ele ainda não teve, no Real Madrid, um treinador disposto a apostar nele de forma consistente. Sempre precisou provar mais do que os concorrentes.

A pergunta é inevitável: Endrick foi superestimado ou está sendo vítima de decisões técnicas que nunca lhe deram a confiança necessária? Até agora, os fatos indicam a segunda opção. Quando teve minutos e continuidade, no Palmeiras, no Lyon e na Seleção, ele respondeu com desempenho. O maior risco não é Endrick fracassar, mas o Real Madrid desperdiçar um talento que outros clubes gostariam de desenvolver.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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