A Petrobras informou nesta terça-feira, 2, que seu Conselho de Administração aprovou, em reunião na segunda-feira, 1º de junho, a adesão da companhia à subvenção econômica para produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no País. O benefício é de R$ 1,12 por litro comercializado e foi instituído pela Medida Provisória (MP) nº 1.363.
Segundo a estatal, o objetivo da medida é estabilizar o preço e a oferta do combustível, garantindo o abastecimento nacional de diesel. A ação é uma resposta ao choque de oferta causado pelo conflito bélico no Oriente Médio.
“Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia”, disse a Petrobras em nota oficial.
A empresa destacou que a nova adesão não elimina o direito de receber as subvenções econômicas já devidas ao produtor ou importador, conforme o que foi estabelecido nas MPs nº 1.340/2026 e nº 1.349/2026, que foram interrompidas.
A Petrobras também afirmou que mantém sua estratégia comercial, levando em conta sua participação no mercado, a otimização de seus ativos de refino e a rentabilidade de forma sustentável. A companhia disse que evita repassar para os preços internos a volatilidade momentânea das cotações internacionais e da taxa de câmbio.
Contexto do mercado de combustíveis
A decisão da Petrobras ocorre em um momento de instabilidade no mercado internacional de petróleo. O conflito no Oriente Médio tem gerado incertezas sobre a oferta global de petróleo e seus derivados, como o diesel. A subvenção econômica é uma ferramenta do governo federal para tentar conter a alta dos preços e assegurar o abastecimento interno, sem que a empresa tenha que arcar sozinha com os custos da volatilidade externa.
A Medida Provisória nº 1.363 cria um mecanismo de compensação para produtores e importadores. Dessa forma, o governo busca equilibrar o mercado sem a necessidade de um controle direto de preços, permitindo que a Petrobras continue operando com base em critérios comerciais.
