01/07/2026
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Selton Mello: “Sessão de Terapia é utilidade pública”

Selton Mello: “Sessão de Terapia é utilidade pública”

Uma seguidora escreveu que queria ver a série Sessão de Terapia na TV aberta, em um bom horário, argumentando que uma produção tão necessária não deveria ficar restrita a uma plataforma paga. O ator e diretor Selton Mello respondeu, concordando com a fã. Ele afirmou que a série ajudaria milhares de pessoas e confessou que já cansou de falar sobre o assunto. Selton disse ainda: “Nem que seja de madrugada, é utilidade pública”.

A série Sessão de Terapia é descrita como um consultório coletivo em formato de drama. A trama, que coloca o espectador na posição de paciente, aborda temas como crise de culpa, burnout e família desajustada. A produção saiu do GNT, foi retomada com mais orçamento, tornou-se um sucesso no streaming e atualmente tem cinco temporadas, com uma sexta a caminho. Selton Mello dirige, atua e acolhe o elenco e a audiência.

A resposta do ator nas redes sociais foi suficiente para gerar debate na internet. Selton voltou a defender que a série saia do streaming e alcance o maior número possível de brasileiros. A situação cria um atrito entre a Globo, que trata a série como um produto premium do Globoplay e chamariz de assinaturas, e o ator, que acredita que a produção deveria ser utilidade pública. Selton pensa na dona Maria da periferia, que poderia conhecer termos como gatilho, trauma e abuso sem precisar de login e cartão de crédito.

O desabafo de Selton Mello virou assunto nas redes sociais. Fãs comentam que começaram a fazer terapia depois de assistir ao programa e que enxergaram seus próprios dilemas nos pacientes das temporadas passadas. A discussão levanta a questão de a emissora manter um dos conteúdos mais potentes sobre saúde mental preso a uma assinatura, enquanto promove campanhas sobre diversidade, saúde e cuidado.

A conclusão é que manter Sessão de Terapia escondida no streaming é o equivalente a trancar um psicólogo dentro de um shopping com preço de ingresso. Selton Mello pede a exibição na TV aberta não por nostalgia, mas porque sabe que o público que mais precisa da conversa muitas vezes não tem dinheiro ou paciência para acessar o aplicativo. A pergunta que fica é se a Globo ouvirá o terapeuta da própria série.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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