12/08/2026
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Inflação dos EUA desacelera a 3,4% em julho

Inflação dos EUA desacelera a 3,4% em julho

O índice de preços ao consumidor (IPC) dos Estados Unidos registrou uma leve desaceleração em julho, atingindo 3,4% no acumulado de 12 meses. O dado foi divulgado nesta quarta-feira (12) pelo Departamento do Trabalho do país.

O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que previa exatamente esse percentual, conforme pesquisa do MarketWatch. A desaceleração ocorre em um cenário de queda nos preços da gasolina, influenciada pela paralisação temporária das hostilidades no Oriente Médio entre junho e o início de julho, antes de um novo agravamento do conflito.

Na comparação mensal, os preços ao consumidor subiram 0,1%, também em linha com as projeções dos analistas. Esse aumento foi puxado principalmente pelos custos dos serviços de saúde.

O número deve trazer alívio aos mercados, após o Federal Reserve (Fed) decidir manter as taxas de juros inalteradas em sua última reunião, no fim de julho. A maioria dos integrantes do Comitê de Política Monetária (FOMC) avaliou que o atual pico inflacionário é transitório e optou por manter o status quo.

O Fed utiliza como referência principal o índice PCE, outra medida de inflação, para orientar suas decisões de política monetária. O banco central americano tem um mandato duplo: controlar a inflação, com meta anual de 2%, e buscar o pleno emprego. A meta inflacionária não é cumprida há mais de cinco anos.

No início de 2025, o cumprimento da meta parecia possível, mas a situação se deteriorou gradualmente, primeiro com as tarifas de importação impostas pelo presidente Donald Trump e depois com a eclosão da guerra. O conflito com o Irã representou um impacto ainda maior do que as tarifas.

A inflação estava em 2,8% antes dos primeiros bombardeios de Israel e dos Estados Unidos, em 28 de fevereiro, mas saltou para 4,2% em maio.

O mercado de trabalho americano, que segue mostrando força, levou o Fed a aguardar antes de agir, considerando que a taxa de desemprego ainda baixa dá margem para definir os próximos passos. Nas últimas semanas, alguns membros do FOMC defenderam que a resistência do emprego permitiria um aumento dos juros para combater a inflação com mais eficácia. Três deles votaram nesse sentido na última reunião.

Juros mais altos encarecem o crédito e, por consequência, reduzem o consumo e o investimento, o que esfria a economia e alivia a pressão sobre os preços.

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Sobre o autor: Sofia Almeida

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