A Venezuela informou nesta sexta-feira (14) a libertação de 131 presos políticos, entre eles uma mulher acusada de participar de um atentado com drones contra o então presidente Nicolás Maduro. A ação ocorre após uma promessa feita na véspera pela chefe da delegação opositora nas negociações com o governo interino.
O Programa para a Paz e a Convivência Democrática “informa a concessão de medidas alternativas à privação de liberdade para um total de 131 pessoas que se encontravam sob regime de detenção”, afirmou o órgão, criado pela presidente interina Delcy Rodríguez.
A libertação acontece em meio ao diálogo entre o governo e a oposição, que busca avançar em acordos políticos no país. A medida é vista como um gesto para facilitar as conversas e reduzir tensões no cenário político venezuelano.
Entre os libertados está uma mulher que era acusada de envolvimento em um atentado com drones contra o então presidente Nicolás Maduro. O caso havia gerado repercussão internacional na época em que ocorreu.
O governo interino não detalhou as condições das medidas alternativas à prisão concedidas aos libertados. Também não informou se todos os presos políticos que aguardam decisão judicial serão beneficiados por ações semelhantes nas próximas semanas.
Organizações de direitos humanos acompanham a situação dos detidos no país e monitoram o cumprimento das promessas feitas durante as negociações. A oposição, por sua vez, cobra transparência e a libertação integral dos considerados presos políticos na Venezuela.
